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15/09/2017 (Atualizada em 14/11/2017)

Orisá: quando o mito veste o corpo no Centro Cultural Justiça Federal

Zezé Motta, Gilberto Gil e João Donato estão entre os fotografados

Zezé Motta | Foto: Stefano Martini
Gilberto Gil  | Foto:  Daryan Dornelles

Estreia nesta sexta-feira, 15, a exposição Orisá, com fotografias inéditas dos renomadas Daryan Dornelles e Stefano Martini, representando os principais deuses da mitologia yorubá. O projeto, finalista da Incubadora Cultural Petrobras e do Edital de Ocupação do CCJF, aborda, de forma poética e original, o universo mítico dos deuses africanos difundidos no Brasil por meio de terreiros e casas de santo.

Outro desafio foi o de criar uma atmosfera que trouxesse a natureza ao studio. Para tal, pedras, areia de mar, barro e até partes de árvores foram transportadas para compor a relação do orixá ao seu habitat. O projeto contou também com voluntários de peso como é o caso de Zezé Motta, Gilberto Gil, Vidal Assis e João Donato.

A partir da pesquisa, bibliográfica e em visita ao Ilé Àse Ògún Àlákòró, Margot desenvolveu, de forma contemporânea e bastante inovadora, vinte “Orixás”, um convite para irmos além das narrativas visuais, aprofundar e conhecer um pouco mais de uma das culturas basilares do povo brasileiro. Mais do que um olhar sobre a essência dos mitos africanos cultuados no candomblé, a exposição possibilita uma oportunidade para refletir sobre a imensa cultura africana, detentora de uma rica mitologia, que é cotidianamente sufocada e oprimida por tradições eurocêntrica. Não é à-toa que haverá, no decorrer da exposição, visita mediada, bate papos e oficinas para escolas e grupo a ser agendado no Educativo do CCJF.

Stefano Martini e Daryan Dornelles conseguem capturar instantes de força avassaladora, reproduzir sem afastar, revelar sem dizer. Òrìsá (Orixá) é uma exposição que reúne narrativas antigas, daquelas que sobrevivem às gerações, transpassam o tempo e se mantém, misteriosamente, originais e latentes.

A exposição pretende provocar um diálogo entre o primitivo e o contemporâneo e também provocar uma leitura sobre a cultura afrobrasileira, arte, antropologia e psicologia. Aspectos da ancestralidade e da religiosidade africanas muitas vezes aparecem aliados a questões como identidade, representação e condições socioculturais. A mostra também pretende apresentar valores ligados à tradição, aos bens da terra e às riquezas populares investigando o modo como a afrobrasilidade se manifesta na arte e na religião, possibilitando releituras e olhares sobre um tema tão amplamente difundido e, ao mesmo tempo, desconhecido.

O público poderá conferir as fotos inéditas a partir do dia 16 de setembro, no CCJF (Centro Cultural da Justiça Federal) expostas até o dia 5 de novembro. Estimativa de público superior a 10.000 visitantes. Abertura: 15 de setembro de 2017, a partir das 18h.







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