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07/04/2017 (Atualizada em 07/04/2017)

Rede Postinho de Saúde: Mais atendimentos no Cantagalo e Pavão-Pavãozinho

Os atendimentos que giravam em torno de 320 ao mês, com a ampliação devem chegar a mais de 700

Voluntário Vitor Aguiar em atendimento | Foto: Divulgação

Em abril, a Rede Postinho de Saúde se prepara para inaugurar sua expansão, um segundo andar da sede, financiado por dois grandes apoiadores da causa, a Brazil Foundation e o Instituto Phi. A ideia é ampliar e diversificar ainda mais os atendimentos, que giram em torno de 320 por mês, e devem chegar a 700, com a reforma. O projeto também vem implementando a criação de novos grupos de atendimento voltados para públicos específicos, como mulheres negras, LGBTs, adolescentes e mulheres idosas, visando atender demandas direcionadas dessas categorias.

Sobre a ONG:

A formação em Psicologia, mais do que transformar a carioca Julia Rangel em uma profissional qualificada, ampliou o olhar da jovem de 34 anos. Nascida e criada no bairro de Ipanema, após terminar a faculdade, ela se deparou com um questionamento que a fez repensar os rumos da sua profissão: escolheu a carreira por querer dar assistência a pessoas que precisam de amparo emocional, mas o que ela conhecia sobre as necessidades das pessoas das comunidades que existiam em seu próprio bairro, nos entornos das ruas onde sempre circulou? Nada. E essa percepção logo fez surgir uma outra pergunta que não a largou mais: o que ela poderia fazer para contribuir com a vida dessas pessoas? A resposta se materializou alguns meses depois, em abril de 2010, com a criação do projeto Rede Postinho – Saúde Preventiva da Mulher, ONG criada para oferecer atendimento ambulatorial multidisciplinar para mulheres acima de 13 anos que vivem nas comunidades do Cantagalo, Pavão e Pavãozinho - grupo identificado como o mais carente de apoio em relação aos tratamentos oferecidos no projeto. 

Julia reuniu um grupo de médicos, psicólogos, terapeutas e outros profissionais da área de saúde que acreditavam na ideia da criação de uma rede colaborativa e estavam dispostos a doar seu tempo e experiência em prol de um único objetivo: proporcionar uma melhor qualidade de vida para os moradores dessas regiões. E, mais do que cuidar da saúde física das pacientes, a motivação da equipe é poder oferecer uma assistência integral que inclua também o cuidado emocional e psicológico, respeitando as especificidades do ambiente e cultura em que vivem. Hoje, a rede conta com uma média de 35 voluntários, que disponibilizam tratamentos de clínica geral, gastro, acupuntura, psicologia, fisioterapia, nutrição, massoterapia, terapia floral e reiki – todos gratuitos.

Não por menos, o projeto é vencedor de alguns prêmios nacionais e internacionais, como o Prêmio Dom, do Grupo Fleury, recebido em 2013, e o Prêmio Fundo de Mulheres, concedido à Julia pela Brazil Foundation, em outubro de 2016, em Miami.

Nestes sete anos, a ONG cresceu e se fortaleceu, contando com a parceria de algumas instituições como a Benfeitoria, a Rio Flor, a Fleury Medicina e Saúde, a Construtora Leão Soares - além de ter como madrinha e incentivadora a atriz Letícia Spiller.

Mais do que um projeto de sucesso, a Rede Postinho quer ser um modelo na formação de redes colaborativas da sociedade civil, servindo de exemplo para a criação de, cada vez mais, iniciativas que promovam a melhoria na qualidade de vida de setores carentes da sociedade através do voluntariado. Uma verdadeira corrente do bem.








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