Leona Cavalli e José Rubens Chachá: ‘Frida Y Diego’ no Rio

Leona Cavalli | Foto: Divulgação

Em peça inédita, Maria Adelaide Amaral retrata a complexa e
intensa relação dos fascinantes artistas mexicanos Frida Kahlo e Diego Rivera.
Com direção de Eduardo Figueiredo, “Frida Y Diego” estreia no Teatro Maison de
France
, dia 8 de janeiro, às 19h30m, com uma apresentação
para convidados.

O último texto de Maria Adelaide encenado nos palcos foi
Chanel” com Marília Pera, há dez anos. Depois desta criação autoral, a
dramaturga também chegou a assinar a adaptação para os palcos do livro “As
Meninas”, de Lygia Fagundes Telles. Com “Frida y Diego”, Maria Adelaide quebra
o jejum de 10 anos sem um texto inédito seu para o Teatro.

Com a atriz Leona Cavalli interpretando Frida Kahlo e José
Rubens Chachá
como Diego Rivera, o espetáculo narra o reencontro dos artistas
depois de uma traumática separação. Numa fase muito difícil da vida de Frida,
quando já bastante doente e com muitas dores, voltou a morar com Diego, em
casas vizinhas ligadas por um corredor.

Os dois viveram um grande e conturbado amor, ao mesmo tempo
em que influenciavam, com sua arte latina, o mundo das artes plásticas europeu
e americano na animada e confusa década de 30.  A peça, recheada de
conflitos, poesia, nostalgia e humor, tem Iluminação assinada por Guilherme
Bonfanti, cenário, figurino e adereços por Márcio Vinícius e direção musical de
Guga Stroeter.

O convite para escrever uma peça sobre Frida Kahlo e Diego
Rivera foi feito pelo diretor Eduardo Figueiredo e pelo diretor de produção do
espetáculo, o ator Maurício Machado, à dramaturga Maria Adelaide Amaral em
2013. “Eu sempre tive fascínio por Frida e Diego. Vi algumas exposições dela
por esse mundo afora e quando fui ao México conheci pessoalmente a obra de
Diego. Estive na Casa Azul duas vezes e visitei a casa deles em San Angel. Isso
alguns meses antes do Eduardo e do Maurício me encomendarem a peça”, conta a
autora. Maria Adelaide estudou profundamente a vida da dupla de artistas para
escrever o texto. “Não é bem ficção. É teatro, e o tema foi intensamente
pesquisado nos livros sobre Diego e Frida e em outros que me mandaram dos
Estados Unidos e México”, completa Maria Adelaide.

Para a montagem, o diretor Eduardo Figueiredo focou na
interpretação do elenco: “Esse espetáculo é dos atores, nós só vamos preparar a
cama para eles se divertirem” e optou por colocar música ao vivo na peça. No
palco, dois músicos tocam acordeom e baixo. “É fundamental que uma peça como
esta tenha músicos em cena, o próprio Diego Rivera era um grande festeiro e a
música, aqui, reforça a passionalidade da relação deles. Pretendo falar da
humanidade presente destes dois grandes artistas. Outro aspecto importante é
fomentar questionamentos, nesse contexto específico, com temas tão
contemporâneos como traição e lealdade”, comenta o diretor.

Sobre a obra de Maria Adelaide Amaral, Eduardo acrescenta:
“O texto apresenta de forma explícita esse universo afetivo desses dois grandes
artistas sem perder o panorama histórico que tanto os influenciaram. A
dramaturgia e o trabalho dos atores são o nosso norte no espetáculo!”

O ator José Rubens Chachá, que completa 40 anos de carreia
com esta montagem, observa: “Foi o melhor presente que poderia receber. Eu
tenho um fascínio muito grande por personagens reais. Quando completei 30 anos
de carreira a Maria Adelaide me convidou para viver Oswald de Andrade no
espetáculo “Tarsila”, também de sua autoria. Desta vez o presente me
surpreendeu ainda mais. Considero Oswald e Diego dois antropofágicos em suas
artes tão diversas”.

Há nove anos sem participar de uma produção de teatro, a
atriz Leona Cavalli comemora o retorno. “Frida foi sempre absolutamente
avançada em sua arte e na vida, ela teve a coragem de fazer da sua existência
uma obra de arte e fez isso com extrema inteligência, indo muito além da sua
dor. É um privilégio trazer para a cena a humanidade dela, o texto da Maria
Adelaide coloca a matéria prima da arte da Frida na dramaturgia, ou seja, a sua
vida. Muitas coisas que estão escritas na peça foram ditas pela artista”, conta
a atriz.


TEATRO MAISON DE FRANCE:

Av. Presidente Antônio Carlos, 58 – Centro – RJ
Tel: (21) 2544-2533
Temporada: de 08 de janeiro a 29 de março de 2015
Quintas, sextas e sábados às 20h e domingos às 19h
Ingressos: R$ 60,00 (quintas e sextas-feiras), R$ 80,00 (sábados e domingos).
Direção: Eduardo Figueiredo.
Elenco: Leona Cavalli e José Rubens Chachá.
Duração: 90minutos.
Classificação indicativa: 16 anos.
Lotação: 353 pessoas

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