Instituto Cultural Germânico traz exposição sobre a origem da vida

As árvores em muitas culturas são carregadas de simbolismo e religiosidade.
Para a maioria dos povos da Mesoamérica ela representava a Via Láctea através
da Árvore do Mundo, símbolo maia da criação e da organização da ordem do mundo
como os dias e as noites. Luciane Valença nos propõe um paralelo entre a
gestação do homem e sua manutenção, até a sobrevivência por meio dessa
diversidade.

Possuímos uma espinha dorsal que lembra um tronco, braços que parecem galhos, e
cabelos que lembram folhas. Crescemos em direção à luz, da mesma forma que os
galhos da árvore esticam-se em direção ao sol. É isso que diz Luciane
Valença, que expõe suas obras no Instituto Cultural Germânico de 3 de julho a
01 de agosto
. Na exposição ‘Cósmicas‘, ela busca dialogar com o público
sobre a conscientização ambiental, o respeito entre gêneros e a gratidão com o
universo.

Suas influências, perceptíveis em seus traços, decorrem de um estilo de vida.
Criando um estilo único, onde suas cores saltam em curvas. Sempre misturando o
mesmo traço do pincel em matizes que parecem não ter um começo ou fim,
demarcadas por linhas firmes e contrastes de luz e tons. Figurações e histórias
que nos convidam a uma realidade fantástica de um mundo muito particular. 

Luciane Valença traz aos amantes da boa pintura novidades maturadas advindas de
inspirações, aspirações, desejos, idiossincrasias e emoções próprias. Faz parte
de uma geração de talentosos artistas dispostos a se entregar em revolução
estética com intento único de demolir comodidade na criação.

“A humanidade forma a ponte entre a Mãe Terra e a Nação do Céu, e nós, assim
como as árvores, pertencemos a estes dois mundos. Para conseguir este
equilíbrio, devemos viver em harmonia.’

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