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13/04/2017 (Atualizada em 13/04/2017)

Caixa Cultura recebe Mostra Barbara Hammer, um cinema experimental lésbico

Além da mostra, também duas mesas: Arte e ativismos Lés-Bi-Cuier , que discutirá atravessamentos entre identidades LGBTQ

Barbara Hammer | Foto Susan Wides

A CAIXA Cultural Rio de Janeiro recebe, de 18 a 30 de abril de 2017, a Mostra Barbara HammerUm cinema experimental lésbico, que reúne, pela primeira vez no país, a obra da americana que é expoente do cinema queer. Serão apresentados 24 filmes, acompanhando as diferentes fases do trabalho da diretora, com destaque para seu último longa-metragem, Welcome To This House, filmado parcialmente no Brasil. O projeto tem patrocínio da Caixa Econômica Federal e Governo Federal.

Conhecida internacionalmente como uma das cineastas que mais explorou a cultura lésbica, Barbara Hammer ficou famosa por abordar assuntos tabus sob a perspectiva de uma artista homossexual assumida desde os anos 60. Ao longo de seus 90 trabalhos, a diretora também se destacou por conseguir imprimir uma marca estética repleta de experimentações desviantes das convenções narrativas.

Durante a mostra, o público poderá conferir produções de diversas fases da obra de Hammer: dos sexualmente irreverentes curtas do início de carreira, a exemplo de Dyketatics, Superdyke e Menses, a filmes-ensaios ousados, como o premiado Nitrate Kisses e The Female Closet, que resgatam histórias invisibilizadas de LGBTQ+. Foram selecionados, ainda, filmes que homenageiam outros artistas, como Resisting Paradise, que aborda o trabalho de Henri Matisse e Pierre Bonnard durante a Segunda Guerra Mundial.

Aos 77 anos, a cineasta já ganhou retrospectivas no TATE Modern (Londres), MOMA (Nova Iorque), Jeu de Paume (Paris), KOW (Berlin) e no Toronto International Film Festival. No Brasil, entretanto, nunca havia sido realizada uma mostra exclusiva sobre seu trabalho.

É muito importante trazer o trabalho da Barbara para o Brasil nesse momento em que questões LGBTQ+ são discutidas de maneira intensa em meio a ondas de conservadorismo e lutas pela validação de modos plurais de viver a sexualidade e o amor”, ressalta uma das curadoras, Juliana Pamplona. 'Nossa proposta com o evento é endereçar a urgência de enfrentamento de tabus sociais, em especial a invisibilidade lésbica, e oferecer uma experiência estética de alta qualidade para um público ávido por um cinema de vanguarda queer”, complementa Marina Pessanha, a outra curadora da mostra.









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